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Uma vez introduzidos no processo de procura de emprego para os Executivos, agora apresento 4 princípios básicos a ter em conta durante esse processo.

Ter paciência e ser prudente.

Apesar da situação nos dias de hoje não ser a mesma que há uns anos atrás, os profissionais que estão à procura de trabalho devem manter uma atitude positiva. Devem ser pacientes e entender que o regresso ao mercado de trabalho pode demorar aproximadamente meio ano. Nesta linha, a “prudência” que devem mostrar estará sempre relacionada com a “precipitação”. À priori estes dois conselhos respondem a reflexões muito básicas, mas não foram poucas as vezes que me deparei com um profissional na minha empresa que se precipitou e aceitou uma oferta de trabalho que tinha pouca ou nenhuma coerência com a posição desempenhada anteriormente. O que acontece depois, é que este mesmo profissional põe-se em contacto comigo para reconhecer o seu erro e tenta recomeçar a procura. Contudo, este tipo de erros podem chegar a “manchar” o curriculum de esse profissional e, a longo prazo, prejudicar-lo na sua carreira. Outro erro que pode levar à precipitação no momento de aceitar o cargo, que na realidade não é o mais adequado, é a falta de informação sobre a empresa ou as funções a desempenhar.

Tratar de diferenciar-se do resto. Estudar as suas competências.

Está seguro de que conhece bem quais são os seus pontos fortes? Antes de candidatar-se a um posto deve analisar bem o seu perfil, conhecer quais são as suas aptidões, os pontos forte e fracos e, em geral, saber responder a si próprio sobre as características que poderão sobressair em relação aos outros candidatos: contactos adquiridos, fácil adaptação à mudança, disponibilidade para viajar, etc. Além de conhecer estes aspectos sobre si próprio, um Executivo também deve saber como “comunicar” com o seu entrevistador. O domínio de todos os pontos referidos fará com que o candidato transmita mais segurança e uma atitude positiva na entrevista pessoal.

Procure motivação e rodeia-se de pessoas que estejam na mesma situação.

Muitos profissionais que conheço aproveitam estes períodos de transição para realizar cursos de renovação/reciclagem, MBA ou apostar por algum hobby. Outra actividade  bastante recomendada consiste em conhecer gente que se encontre na mesma situação que nós. Deste tipo de relações resulta compreensão e energias renovadas.

Ser pro-activo e ampliar a sua rede de contactos

Como já referimos no post anterior, torna-se fundamental no processo da procura de trabalho de um Executivo que este se mostre pro-activo e que esteja preparado para a mudança. Se procura verdadeiramente, a oportunidade aparecerá.






Como já foi referido em situações anteriores, um Executivo enfrenta-se ao mundo laboral desde uma posição diferente em comparação com outros perfis profissionais inferiores. Desde este ponto de vista, um Executivo enfrenta e vive o processo de procura de trabalho desde uma óptica muito particular. Assim, nos seguintes posts, o meu propósito passa por reflectir primeiramente sobre alguns aspectos desta realidade, para depois recomendar alguns exercícios que podem guiar e orientar aqueles Executivos que planeiam uma mudança a curto prazo ou, de facto, já se encontram numa situação activa de procura de emprego.

“Um departamento de Direcção Financeira (RR.HH., marketing e comercial, etc.) está conformado por um Director da respectiva área e uma equipa de profissionais a seu cargo.” Com esta afirmação quero expressar que em geral os cargos directivos são, quase sempre, menores em número em comparação com os postos disponíveis para posições inferiores. Precisamente esta é a razão que explica porque é que um Executivo deveria esforçar-se mais, ser pro-activo e dar a conhecer a sua situação activa de procura de emprego através de diferentes canais. Em concreto, é convenientes que o Executivo contacte com diferentes headhunters e escolas de negócios, que esteja presente em redes profissionais, como o Linkedin ou o Xing, e informe a sua rede contactos profissionais (antigos clientes, fornecedores, colegas, etc.).  No entanto, é importante notar que o executivo deve ser discreto quando você ligar a sua rede de contactos.

Outro aspecto muito importante na hora de formalizar a candidatura a um posto será o curriculum com o qual este pode sobressair num processo de selecção. Neste sentido, gostaria de dar algumas indicações bastante objectivas: respeito ao comprimento do CV, é aconselhável que este não seja muito extenso, sendo recomendado que tenha apenas uma ou duas páginas; não deve pôr fotografia; a formação descrita deve ser resumida e centrar-se na licenciatura e mestrados realizados; e o capítulo de experiência profissional deverá ser marcado duma forma moderada, ou seja, deverá incluir primordialmente alguns méritos alcançados em cada um dos cargos ocupados e funções mais destacadas em cada emprego. Por último, e com respeito a esta primeira aproximação à realidade do Executivo “em transição”, gostaria de destacar a importância das “referências” apresentadas pelos candidatos, principalmente no momento de tomar uma decisão relativa ao processo de selecção. Se querem ser valorizados neste sentido, um Executivo deverá dar referencias de cada uma das empresas para as quais trabalhou. Ao contrário da opinião geral, as referências de colegas e pessoas da sua equipa têm uma relevância semelhante a qualquer outra proveniente de perfis superiores. A minha recomendação pessoal a este respeito é que o Executivo não espera a fase final para exibir as suas credenciais, se não que seja pro-activo e “ponha na mesa do entrevistador todas as suas cartas”, desde o momento em que apresente a sua candidatura.